13/07/2019

A volatilidade do conhecimento.

Já parou para pensar quanta coisa foi considerada certa e hoje é errada? Ou, quantascondutas, antes absurdas, hoje são defendidas?Quer dizer que não existe uma verdade absoluta quanto às afirmações doutrinárias ou científicas?
Por exemplo, houve um tempo em que a terapia de choque era a única que levava uma pessoa com psicopatia a uma possível cura. Hoje é rechaçada pela medicina.
E quando alguém praticava ato libidinoso, como, por exemplo, uma masturbação, se insinuando para uma pessoa sem que esta o consentisse, não era crime? Pois bem, só se tornou crime em 2018 (crime de importunação sexual, artigo 215-A, Código Penal – incluído pela lei 13.718/18).
Não éramos obrigados a utilizar cinto de segurança, mulheres não podiam votar, casou uma vez? Era para sempre, o divórcio só foi permitido por lei em 1977 (LEI Nº 6.515/1977).
Todas essas situações que, hoje estão diferentes, um dia foram verdades absolutas. Por que temos que nos destratar tanto quando alguém pensa diferente do que acreditamos ser a verdade e o certo? Por que não podemos ouvir, pensar, contra argumentar e chegar a uma conclusão, sem brigas?
Precisamos odiar alguém porque não concorda conosco?
Somos seres pensantes, podemos mudar de opinião, não precisamos de rótulos (direita, esquerda, centro, tradicional, moderno, extremistas...). Quando me rotulo, me limito e assumo que não consigo ouvir ou dialogar ou simplesmente tolerar. Me rebaixo ao ser ignorante (sem conhecimento) que não quer aprender.
Quando conhecemos a diversidade dos pensamentos, nos oferecemos a oportunidade de crescer e de ensinar aos que compõe o diálogo. O discurso de ódio só alimenta a imensidão de pessoas que tem preguiça de pensar.
Que tal assumirmos o intelecto que a humanidade nos proporciona nos permitindo conhecer, sem necessariamente ter que concordar, sobre os inúmeros pontos de vistas daqueles que tem uma história diferente da nossa, sem que isso seja a instauração de uma guerra? Vale a pena tentar.

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