Olá queridos amigos!
Hoje foi dia de Exame da Ordem dos Advogados para aqueles que buscam se habilitar como advogados obtendo a Carteira da OAB.
Consegui minha OAB em 2006, mas como sou professora, além de advogada, ainda analiso as questões para comentá-las com alunos ou interessados. É uma questão de curiosidade e forma de me manter atualizada.
Ao meu ver, esta prova é necessária para que apenas profissionais capacitados, assim se espera, possam ser legitimados a adentrar ao judiciário como advogados que representem, da melhor forma, seu cliente.
Porém, sou contra a forma que esta prova vem sendo aplicada.
As questões são extremamente difíceis e exigem do estudante que decorem textos legais que, pela inexpressividade dos casos concretos se tornam esquecidos.
A prova da OAB realizada hoje (17/07/11) nas questões de Direito Civil, por exemplo, trouxe em seu conteúdo questões de usufruto, contrato de fiança, vícios do negócio jurídico, vacância das leis, ausência...Até aí tudo bem, institutos de grande ou média valia. Meu contentamento durou até que passei meus olhos pela questão que falava sobre Servidão de Aqueduto.
A instituição que produziu a prova questionou um instituto de direito de vizinhança e deixou de lado, ignorou, foi indiferente a tantos outros temas demasiadamente relevantes, como, por exemplo, o instituto da União Estável, que foi objeto de muitas discussões devido à decisão do STF em maio deste ano que reconheceu as uniões homoafetivas como uniões estáveis.
Concluindo, temas quase esquecidos são questionados enquanto assuntos relevantes são deixados de lado. Com toda a vênia necessária, preciso mencionar, ou melhor, desabafar que esta prova me passa a impressão que foi feita, não para aprovar alunos capacitados para exercer a arte da advocacia, mas para impedir aprovações e, consequentemente, novos profissionais de praticarem este ofício.
Aos que passaram desta fase,minha admiração.
Aos que, ainda não passaram, peço que persista e acredite que nada é por acaso. As frustrações são necessárias para nos aperfeiçoar, nos fortalecer e forjar nosso caráter. Você deve sempre continuar, pois a vitória é para aqueles que acreditam nela.
E lembre-se, nós podemos TUDO naquele que nos fortalece! Você e Deus são a maioria!
Bons estudos! Fiquem com Deus!
Sua amiga e Professora Lana Carmo de Araújo.
Hoje foi dia de Exame da Ordem dos Advogados para aqueles que buscam se habilitar como advogados obtendo a Carteira da OAB.
Consegui minha OAB em 2006, mas como sou professora, além de advogada, ainda analiso as questões para comentá-las com alunos ou interessados. É uma questão de curiosidade e forma de me manter atualizada.
Ao meu ver, esta prova é necessária para que apenas profissionais capacitados, assim se espera, possam ser legitimados a adentrar ao judiciário como advogados que representem, da melhor forma, seu cliente.
Porém, sou contra a forma que esta prova vem sendo aplicada.
As questões são extremamente difíceis e exigem do estudante que decorem textos legais que, pela inexpressividade dos casos concretos se tornam esquecidos.
A prova da OAB realizada hoje (17/07/11) nas questões de Direito Civil, por exemplo, trouxe em seu conteúdo questões de usufruto, contrato de fiança, vícios do negócio jurídico, vacância das leis, ausência...Até aí tudo bem, institutos de grande ou média valia. Meu contentamento durou até que passei meus olhos pela questão que falava sobre Servidão de Aqueduto.
A instituição que produziu a prova questionou um instituto de direito de vizinhança e deixou de lado, ignorou, foi indiferente a tantos outros temas demasiadamente relevantes, como, por exemplo, o instituto da União Estável, que foi objeto de muitas discussões devido à decisão do STF em maio deste ano que reconheceu as uniões homoafetivas como uniões estáveis.
Concluindo, temas quase esquecidos são questionados enquanto assuntos relevantes são deixados de lado. Com toda a vênia necessária, preciso mencionar, ou melhor, desabafar que esta prova me passa a impressão que foi feita, não para aprovar alunos capacitados para exercer a arte da advocacia, mas para impedir aprovações e, consequentemente, novos profissionais de praticarem este ofício.
Aos que passaram desta fase,minha admiração.
Aos que, ainda não passaram, peço que persista e acredite que nada é por acaso. As frustrações são necessárias para nos aperfeiçoar, nos fortalecer e forjar nosso caráter. Você deve sempre continuar, pois a vitória é para aqueles que acreditam nela.
E lembre-se, nós podemos TUDO naquele que nos fortalece! Você e Deus são a maioria!
Bons estudos! Fiquem com Deus!
Sua amiga e Professora Lana Carmo de Araújo.
Ja que a prova mostra que nao é feita para alunos capacitados e sem para impedir novos profissionais de praticarem esse oficío, é mais um exemplo de como o setor do direito esta saturado...
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